quarta-feira, 30 de junho de 2010

Port Elizabeth, um lugar pra ficar...


Quando a gente gosta de um lugar, pensa até na possibilidade de morar. É a sensação quando se anda na parte velha ou na movimentada orla do Oceano Índico que banha esta parte da África. Trata-se da quinta cidade da África do Sul e seu terceiro maior porto. A vida é movimentada por aqui. Muitas de suas atrações estão ao longo da costa. A moderna Port Elizabeth também aparece com construções modernas, para juntar-se as suas praias largas e construções históricas bem preservadas. Pretendo visitar os pontos turísticos históricos como museus das relíquias dos navegadores portugueses que passaram por aqui há mais de 500 anos. As noites são movimentadas em seus bares, restaurantes e casas noturnas. As próximas horas serão de coloridas imagens, pois tanto os brasileiros que andam por esta cidade quanto os holandeses, são os mais criativos em suas fantasias. O futebol é apaixonante, exatamente pela possibilidade de relacionamento e amizade com tanta gente do mundo inteiro na linguagem da bola. Esta experiência de passar um mês na África é muito produtiva e agradável ao mesmo tempo. São constatações de que a hospitalidade é marca característica desta gente. Parece que esta hospitalidade é muito mais do que uma simples palavra: seja nos grandes hotéis ou no mais singelo bed-and-breakfast, nas pousadas do interior, tudo é feito para que o viajante se sinta bem- vindo. Estou feliz aqui. Espero que a felicidade seja completa na sexta-feira, quando o Brasil, mantendo o seu ritmo crescente, apresente o futebol que esperamos para passar mais uma etapa no difícil compromisso pelas quartas de finais diante da Holanda. Sobre Port Elizabeth, futebol e Copa do Mundo a gente continua se falando e escrevendo. A qualquer momento, volto daqui, afinal, o mundo é tão próximo, o mundo é mesmo uma aldeia.

44 anos depois

Estádio de Bloemfontein fica na história do futebol mundial
Enquanto aguardo o jogo do Brasil diante da Holanda pelas quartas de final do mundial aqui em Port Elizabeth, volto a memória a história do futebol e as Copas do Mundo. Recordo que 1966, a Inglaterra promoveu o seu mundial. A organização e os árbitros deram o título aos ingleses. Por que lembrar isso agora? É que os franceses, com um gol de mão de Henry nas eliminatórias da Europa, mandaram embora os sonhos da Irlanda de participar da Copa da África. Na Copa de agora, os ingleses foram embora com nítido prejuízo da arbitragem que não validou um gol legítimo. Isto provocou muitos comentários por aqui e com a promessa do presidente Joseph Blatter da FIFA de rever a possibilidade de incluir a tecnologia eletrônica para casos que aconteçam na área, e facilitar nos impedimentos e dúvidas se a bola entrou ou não no lance de gol. Pois volto a 1966 e lembro que a Alemanha foi eliminada da possibilidade do título no jogo final. O arbitro suíço Gottfried Dienst, na prorrogação, validou um gol de Hurst (o terceiro da vitória por 4 X 2) em que a bola não entrou. Como a entender que os deuses do futebol fiscalizam e um dia fazem justiça, os alemães mandam embora o sonho da Inglaterra no estádio de Bloemfontein, com a anulação de um gol que Jorge Larionda do Uruguai não confirmou na vitória de 4 a 1. Seria o gol de empate através de Lampard e que poderia determinar outro rumo para o jogo e o placar final. A reportagem da Vang e JM esteve no local no dia seguinte, para fazer o registro do momento histórico. A FIFA pediu desculpas para o México que teve um gol em impedimento de Carlitos Tevez e a Inglaterra pelo gol que não foi validado. Finalmente a entidade vai tentar rever junto a International Board o quanto vale a permanência do conservadorismo de não incluir a tecnologia na regra do jogo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mundial de pouco brilho individual

Kaká também não mostrou todo seu futebol na copa
Quatro sulmericanos classificados para as quartas de finais do mundial da África do Sul. Na tarde desta terça, em jogo que terminou empatado no tempo normal e prorrogação, a decisão com os japoneses foi nas penalidades. Os paraguaios venceram por 5 a 4. É a demonstração da força do nosso futebol que alguns europeus s arrogantes tentam classificar a América como terceiro mundo. Já passamos esta gente em muitos itens. No futebol então é só observar os títulos, até mesmo nos mundiais de clube. Paraguaios agora medem força contra a Espanha que também na noite de hoje eliminou Portugal. Cristiano Ronaldo se preocupava mais em cada lance que participava olhar para o placar já que é o queridinho da vez. Vai para casa sem brilhar neste mundial, a exemplo de Rooney. Pode até ser bonitinho mas seu futebol nessa copa foi ordinário. Para falar a verdade, este não é o mundial das individualidades.

Estradas de bom nível


Já andamos quase dois mil km pelas sub-sedes do mundial. As estradas são muito boas e causam inveja quando lembramos do Brasil. Neste item, com certeza, vamos perder dos africanos na copa de 2014. Ótima sinalização e controle policial. Tem pardais, porém sem anúncio prévio para alertar motoristas. O que existe é sinalização de limite de velocidade. Nosso GPS dá sinais quando devemos reduzir. Estou impressionado com as estradas, mesmo as que não possuem pedágio. Sobre pedágio, o preço é em média o praticado no Brasil. É preciso cuidar do tanque de combustível, pois percorre-se largas distâncias de 200 km sem postos de abastecimento. Fato engraçado e surpreendente aconteceu com a gente indo até a cidade de Durban. Na entrada de um posto de combustível, o pneu dianteiro tocou num canteiro e estourou. Providenciamos a troca e percebemos que o Estepe era com aro de moto. Fizemos 12 km para comprar novo pneu usando o estepe tão estreito que dava certa instabilidade em nossa Nissan. Aqui estepe é apenas para emergência e não para deixar rodando. Vivendo e aprendendo.

Agradável Bloemfontein

Estamos pernoitando no Hotel Fórmula 1, na capital da província de Orange do Norte. Surpreende o percurso de Johanesburgo até aqui, sede do Poder Judiciário da África do Sul. O executivo está em Pretória. Avistei no percurso muitas fazendas de gado, plantações de milho em fase de colheita, girassol, terras sendo preparadas para o próximo plantio. Há também espaços para o trigo. Foram 398 km quase todo plano e com pouca arborização, o que existe é savana. No contato com a cidade percebemos ser diferente das demais. É horizontal, e bem espalhada e não vertical como algumas outras. Estamos a uma altitude de 1.400 metros do nível do mar. A cidade tem este nome pela existência de uma fonte, no bairro comercial. A copa já acabou para Bloemfontein, o último jogo foi na vitória da Alemanha por 4 a 1 sobre a Inglaterra. Arrumar hotel não foi difícil, pois muitos torcedores já foram embora. Na quarta-feira bem cedo serão mais 650 km até Port Elizabeth onde o Brasil enfrenta a Holanda no dia 2. Como por aqui foi colonizado pelos holandeses, é de se esperar maioria de torcedores vestindo a cor laranja. Vamos conferir para crer.