sexta-feira, 15 de julho de 2011

Pedido relevante

Estamos esperando uma manifestação do estilo da que a contra capa do Jornal de Marau apresenta nesta edição. Só que a iniciativa deve ser da BRF Brasil Foods. Enquanto por aqui oficialmente ninguém fala sobre o futuro, passa pela cabeça de muita gente o medo de perder empregos e alguma de nossas indústrias da marca Perdigão fechar suas portas ou trocar de bandeira. Com a aprovação pelo Cade da fusão de Sadia e Perdigão, com restrições, esta última terá de abrir mão de marcas e alienar fábricas. O acordo está prevendo venda de ativos e suspensão da marca perdigão em algumas das especialidades até por 5 anos. Convenhamos, uma notícia destas em que se diz que dez fábricas de alimentos processados, quatro abatedouros (dois de suínos e dois de aves) quatro fábricas de ração, doze granjas de matrizes de frangos, dois incubatórios de aves e oito centros de distribuição deverão ser vendidos, não dá para dormir sossegado não. Se diz que dirigentes da empresa em questão estão satisfeitas, o mesmo não se pode dizer dos funcionários, que temem a perda de empregos. Para tranquilidade geral, as informações são de que por um período de seis meses, ninguém pode ser demitido. E depois, como será?
Especula-se muito sobre a possibilidade de desaparecer a marca Perdigão e não só a marca, a produção do salame que leva este nome. Especula-se no meio dos funcionários que a parte suína será desativada ou vendida. Mesmo clima e com proporções maiores, reina no município de Serafina Corrêa com ameaças de fechamento ou venda de suas fábricas da Perdigão.
Com autoridades que falamos, transmitem serenidade, dizendo que os dois municípios serão pouco ou nada atingidos. No entanto é preciso ficar bem alerta sobre os prejuízos e as ameaças que pairam sobre nossa economia e na parte social, se por ventura nossas fábricas forem atingidas.
Não é só funcionários da BRF que devem ficar de alerta e preocupados. Marau e Serafina, não podem dormir tranquilos.
É de todo conveniente que os dirigentes da BRF Brasil Foods compreendam nossa preocupação e falem oficialmente para esta região produtora sobre o nosso futuro a curto e longo prazo, com as unidades da região, rica em produção e de mão de obra, que faz a qualidade dos produtos que o mundo consagrou.
Infelizmente, não dá para dormir facilmente com tanto barulho e especulação.
Por favor, uma nota oficial imediatamente, é o que merecemos.
Obrigado.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cuidado com a prescrição!

Esta matéria ganhou destaque na Folha de São Paulo On line

‘Na véspera de sua confirmação para continuar no Cargo de Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a condenação de 36 réus por envolvimento no esquema do mensalão. Somadas, as penas máximas chegariam a 4,7 mil anos de prisão. No STF o relator será o ministro Joaquin Barbosa.
O Procurador está plenamente convencido de que as provas produzidas no curso da instrução, aliadas aos elementos obtidos no inquérito, comprovaram a existência do esquema de cooptação de apoio político descrito na denúncia.
Se o caso for julgado procedente e nenhum dos crimes prescrever, o publicitário Marcos Valério de Souza, acusado de operar o esquema, poderá ser condenado a até 527 anos de prisão.
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), chamado de “chefe da quadrilha”, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares pegariam até 111 anos.
Mesmo que o STF opte pelas condenações máximas, a legislação limita o cumprimento de pena a 30 anos, além de estabelecer regras para que os condenados diminuam suas penas.
Os réus sempre negaram a existência do esquema.
O STF não estabeleceu prazo para o julgamento. O processo do mensalão é um dos mais complexos que a Corte já recebeu.
“Foi engendrado um plano criminoso voltado para a compra de votos dentro do Congresso Nacional. Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber”, escreveu Gurgel.
Segundo o parecer, o grupo “agiu ininterruptamente” “entre janeiro de 2003 e junho de 2005 e era dividido em núcleos específicos, cada um colaborando com o todo criminoso em busca de uma forma individualizada de contraprestação”.
“Marcos Valério, na condição de líder do núcleo operacional e financeiro, foi juntamente com José Dirceu, pessoa de fundamental importância para o sucesso do esquema ilícito de desvio de recursos públicos protagonizado pelos denunciados”, afirma o documento.
Segundo Gurgel, o esquema tinha por objetivo, “mais do que uma demanda momentânea (...), fortalecer um projeto de poder do PT de longo prazo”.
Sobre Dirceu, ele escreveu: “Partindo de uma visão pragmática, que sempre marcou a sua biografia, José Dirceu resolveu subornar parlamentares federais, tendo como alvos preferenciais dirigentes partidários de agremiações políticas”.
“A força do réu é tão grande que, mesmo depois de recebida acusação por formação de quadrilha e corrupção ativa pelo pleno do STF, delitos graves, ele continua extremamente influente dentro do PT, inclusive ocupando cargos formais de relevo”, concluiu o procurador.
Gurgel pediu a absolvição de dois réus: o ex-ministro Luiz Gushiken e Antônio Lamas”.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E nós com isso?

Não repercute bem a iniciativa de um órgão estatal facilitar o crédito para negócios privados, como no caso específico da possibilidade de fusão do grupo Pão de Açúcar comandado por Abílio Diniz e o grupo francês Carrefour. O BNDES estaria abrindo crédito para tal operação que passa a casa de 4 bilhões de reais. Enquanto isso acontece nossos hospitais no país continuam pagando juros escorchantes se socorrendo a bancos comerciais para continuar funcionando. O texto da jornalista Eliane Cantanhêde merece ser reproduzido aqui, pois expressa muito do que pensamos.

“Nós, os leigos, que fazemos compras em supermercados, pagamos a mais alta taxa de juros do planeta e morremos em impostos extorsivos, precisamos saber --e entender-- o que afinal o BNDES pretende ao liberar R$ 4 bilhões para o empresário Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, comprar o Carrefour.
Será que é para baratear os preços de verduras, frutas, arroz, feijão, carne, produtos de higiene, material de limpeza e eletrodomésticos, por exemplo?
Improvável, pois, com o Carrefour e o Pão de Açúcar juntos, não há concorrência. Você aí acha que eles vão ajustar seus preços pelo menor ou pelo maior? Dá um chute. Pelo óbvio, tudo deve ficar mais caro.
Será, então, que os fornecedores vão ter melhores chances de barganha para seus produtos?
Improvável, pois os dois gigantes, unidos, vão poder pintar e bordar, além de impor seus valores a seu bel prazer. De novo, questão de mercado e competição, ou de não competição.
Ah! Então é porque a fusão vai gerar empregos no país inteiro?
Improvável. Ao contrário, aliás. Quando houver uma loja do Carrefour ao lado de outra do Pão de Açúcar, é mais do que razoável imaginar que uma das duas vá fechar. E os empregados vão dançar --no olho da rua.
Enfim, essa operação toda precisa ficar devidamente clara, à luz do dia. Até porque o BNDES, que é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, deve explicações ao excelentíssimo público sobre como está empregando os recursos com vistas --veja bem-- ao desenvolvimento tanto econômico quanto social. A fusão se encaixa aí?
A graninha boa que o BNDES está despejando corresponde a 85% do capital para concretizar o negócio, e o super-gigante resultante dos dois gigantes terá nada mais nada menos que 32% do varejo nacional.
Agora é que nós, os leigos, vamos ver se o Cade é mesmo para valer. No mínimo, queremos respostas para entender tudo direitinho, certo? Até porque, no final, nós é que vamos pagar a conta”.
* Eliane Cantanhêde


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Reação civil urgente!

Impressiona as mensagens que chegam ao interativo da Vang apelando para que nossos veículos auxiliem no combate aos assaltos, furtos e roubos com frequência nos diferentes pontos da cidade. Nos últimos dias, com características idênticas na forma de agir, assaltantes invadem residências, mantém familiares na mira de armas levam tudo de valor. O pânico já está estabelecido. Ninguém mais quer ficar sozinho em casa. Furtos de automóveis fazem a média de um carro por dia sumindo do nosso meio. A sociedade se tivesse hoje que responder alguma pesquisa, certamente colocaria a segurança em primeiro lugar.

A angústia é ainda maior quando se sabe que elementos que foram condenados por assaltos e furtos no passado até recente, continuam soltos, graças a frouxidão de nosso sistema penal, que facilita a soltura destes elementos.

A sociedade precisa se organizar civilmente, pois já não dá mais para contar só com governo, órgãos que deveriam se preocupar com a segurança da população. Verdade é que muito pouco se vê de estudos e estratégias para tentar coibir todos os abusos que a cidade assiste. Pior é que muitos já admitem como normal tantos assaltos e ainda dizem que é fruto de uma cidade que se desenvolve economicamente e atrai muita gente de fora. É uma desculpa que não podemos aceitar. É dever do governo do Estado oferecer segurança para o cidadão que paga impostos para tal finalidade. O governo municipal, por sua vez, não pode ficar passivamente esperando que o Estado cumpra esta obrigação. Nosso prefeito precisa trazer para seu gabinete a organização de estratégia e garantir investimentos para o povo se sentir mais protegido no patrimônio e pessoalmente. Onde estão os controles de acesso de veículos que entram e saem de nossa cidade? Onde estão as câmeras para controlar os trevos e entradas da cidade? Onde estão as câmeras para ver quem entra e sai da cidade pela rodoviária? Onde estão os sistemas de controle de vigilância por câmeras em pontos de maior movimentação nas avenidas e esquinas importantes da cidade? Não venha dizer que este investimento é atribuição federal ou estadual.

Culpar simplesmente a Secretaria de Trânsito e Segurança é muito simplista. Verdade também é que esta secretaria é mais subjetiva do que objetiva. Onde estão os recursos desta secretaria que não dispõe sequer de verbas para compra de novos semáforos. Esperamos que o prefeito Zanchin, que é tido como hábil estrategista e articulador político, mostre seus dotes também para unir entidades e órgãos que representam a sociedade, depois de suas merecidas férias. Precisamos de planos estratégicos para diminuir o alto índice de infrações que acontecem na cidade. A sociedade está assustada. Famílias estão presas, cercadas de grades, reféns em suas próprias casas, enquanto a marginalidade campeia, contando com o beneplácito da frouxidão da Justiça e das legislações imperfeitas.

Já que autoridades pouco ou nada fazem, solução inteligente é formação de quarteirões, onde moradores se protegem mutuamente pela tecnologia e estratégia de ação. Basta para impunidade. É preciso reação estratégica e menos demonstração de medo coletivo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Corrupção já

O tema é recorrente. Até se poderia repetir o que já escrevemos em outros editoriais sobre a possibilidade dos espertalhões levarem a beirada com as obras da Copa. Nunca aceitamos favores da CBF e nem viajamos com a delegação. Estivemos em 8 (oito) copas realizadas e passamos por todos os continentes. Em todos os lugares, os mesmos da Confederação Brasileira de Futebol, levando suas vantagens acobertadas pelo organismo FIFA, tão podre quanto o poder no esporte no Brasil. Escândalos de apadrinhados com direitos de muitos ingressos para vender no câmbio negro, assaltando patrícios que comparecem aos jogos da seleção com o espírito de nacionalidade. Lembram a Copa de 98 na França? Agências de viagens, ajudadas pela CBF aprontaram com o calote dos ingressos pagos antes de sair do Brasil. Lembram do escândalo na Alemanha, onde ingressos exclusivos da CBF foram vendidos escancaradamente por 500 euros (quando valiam 45 dólares), e por cambistas de outras federações? Lembram recentemente o que a FIFA fez com a África do Sul? Exigências do absurdo em obras para depois no final passar a borracha e aceitar estádios em precárias condições (Ellys Park, como exemplo)?. Tudo isso e muito mais o jornalismo da Vang e JM documentou. Muitos grandes jornalistas e outros veículos de comunicação poderiam denunciar. Encobrem e silenciam, mas a gente entende, embora não aceite os favorecimentos que tem. Existe escândalo maior do que praticar valores estratosféricos para turistas embarcarem para uma copa? Qual a razão do silêncio com estes abusos das agências de viagens? É obvio que tem gente levando vantagem.

Pois os Teixeiras continuam mandando. A FIFA que não admite que outro poder a fiscalize, exige do Brasil muito mais do que o necessário para promover um mundial. Defendemos a Copa do Brasil, pois as obras servirão para se usufruir no futuro e para benefício de toda a população. Pior é lembrar a farra que o Brasil fez na Suíça bancando o próximo mundial, e agora capitular na sua obrigação de fazer com austeridade e transparência a sua parte. Lá atrás avisamos nesta mesma página, que era para ficar atento com a falta de pressa nas licitações. Era o indicativo que logo adiante se diria que “por falta de tempo precisamos abrandar as exigências nas licitações”. Dissemos mais, ainda teremos a Copa por Medida Provisória. E exatamente aconteceu.

Senhores, exatamente aconteceu. O caminho da corrupção está aberto, quem tem estômago se habilite nas licitações. Não esqueça de deixar a beirada para muito político também. Com o argumento de que apenas 7% das obras já foram feitas, surge a salvadora MP 527 (Medida Provisória) onde o governo abranda as exigências e entrega a bandeja para empreiteiros, especuladores, políticos e gente graúda se fartar com o dinheiro que falta para a saúde, para a educação e para o tudo o mais do país das cestas básicas.

Pior é o argumento de que deve haver sigilo sobre os orçamentos.

Líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza, PT de São Paulo, candidamente argumenta como se a gente fosse otário, que a dispensa e obrigatoriedade de sigilo sobre orçamentos ocorrerá somente na fase de contratação da obra - na execução, haverá transparência.

Presidente DILMA, não foi para isso que a elegemos. Por favor, não desrespeite a inteligência de seus eleitores. Uma declaração tão “cândida” e pueril é motivo suficiente para trocar de liderança de seu governo no Congresso.