sexta-feira, 26 de junho de 2009

O culpado é o sofá!


Parece ser mesmo a máxima do Senado. Os “moralistas” do Senado da República esperam estancar a crise, afastando diretores como Agaciel Maia e outros apadrinhados que vem mandando e desmandando despudoradamente nos bastidores na casa Legislativa. Dá para acreditar que não estão a mando de alguém? Não passa pela cabeça de qualquer brasileiro honesto que os verdadeiros culpados serão punidos. Talvez se explique por que em locais públicos, geralmente, as portas dos gabinetes fiquem abertas. Claro que é para não deixar preso o rabo de muita gente.
As dispensas anunciadas me fazem lembrar o fato que o folclore dá conta, que um cidadão, ao pegar sua parceira transando no sofá da sala, para não lembrar do fato, tirou o sofá do local, trocou por outro, e continuou com ela. Para não demonstrar aqui, preconceito machista, poderia ser o parceiro transando na sala, e ela, ter trocado o sofá e perdoado o marido infiel.
Assim parece acontecer em Brasília. No Senado, se trocará apenas o sofá. Os traidores do povo continuarão a existir e mandando sem escrúpulos nos destinos deste país. Os culpados continuam recebendo mensagens de respeito do presidente da República, do ministro da Suprema Corte, Gilmar Mendes, afirmando que o presidente do Senado merece respeito pelo seu passado a serviço da redemocratização.
Quer dizer, então, que a gente, por ter um passado digno, em certo momento da vida tem o direito de praticar o mal e receber o perdão como beneplácito. Pelo jeito o presente não tem importância, o passado é que vale, mesmo que seja duvidoso, como no caso em tela.
Se é mesmo histórico que Charles De Gaulle disse um dia, passa a ser verdade: “o Brasil não é mesmo um país sério”.Diante disso, o que esperar do futuro?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Calma com o Plano Diretor!


Impressiona a pressa que alguns tentam dar na aprovação do novo Plano Diretor da cidade. Tem muitos pontos nebulosos que merecem melhor esclarecimento. Que é necessário uma revisão nas normas e regras que regem o atual plano, isto é verdade. Pelo que estou vendo, embora não tenha comparecido na audiência pública que aconteceu no Legislativo, na terça feira dia 23, pois estava no Espaço Plural, não fui informado de modificações de alguns pontos. Um deles: a existência de normas para permitir um amontoado de l0 a l5 casas em terrenos de pouca dimensão. Alguns projetos que existem na cidade ferem o bom gosto e bom senso. Nestes locais, dificilmente haverá harmonia para residir. Não existem espaços para recreação e também há pouco espaço arejado. Nesta situação, estão em risco os próprios relacionamentos dos moradores. Pessoalmente, nunca compreendi a razão de existência destes núcleos de habitação. A meu juízo, não precisa ser engenheiro ou ambientalista para perceber que não é a melhor recomendação para uma família viver neste local.
Claro que todos puxam a sardinha para seu prato, quando se refere em modificação de legislação existente. Não sou do ramo imobiliário, só defendo a qualidade de vida de meus concidadãos.
Só acho que este projeto de reforma do Plano Diretor deveria ser exaustivamente estudado e com opiniões de ambientalistas, especialistas do ramo, até de outras cidades que já passaram por situações parecidas de adequação de sua legislação relativa ao assunto. Acho que Marau é muito autossuficiente nesta matéria. Não deveria ser assim.
Vamos com menos pressa, para, com calma, buscar reformas justas e adequadas para não privilegiar ou machucar ninguém. O todo é que deve ser beneficiado, sem impedir o desenvolvimento com equidade.

terça-feira, 23 de junho de 2009

“Restauremos a moralidade, ou nos locupletemos todos”

Com escândalos lá e cá neste país, o que não se pode perder é o senso da indignação. Se nos incluímos entre os que acham que pequenos deslizes não têm importância, e merecem o passar da borracha, então o futuro estará perdido.
Com o que se vê no Senado, então, é de se perguntar: não se faz mais estudantes como antigamente? Será que as verbas governamentais são bem interessantes a ponto de dobrar a espinha e levar a vida flauteada? Como entender que não acontece nenhum movimento em Brasília para cercar, nem que seja pelo abraço, o Senado e Câmara Federal, protestando sobre as orgias que lá estão ocorrendo?
Não seria a hora dos estudantes, imitando os caras-pintadas, cercarem o Senado e exigir um fim para os abusos na “zona” chamada de Senado? É até injusto chamar de casa da mãe Joana quando tantas Joanas, ou nomes parecidos, com dificuldades, driblam as adversidades ou dificuldades, porém com dignidade.
Esta prostituição de valores no Senado da República causa indignação nacional e, no entanto, gente até do governo defende estes políticos desmoralizados que não são dignos de estar lá ocupando cargos de relevância da instituição Legislativa.
A cada jornal que se lê, a cada notícia que vem da “ilha da fantasia”, sugere mais um escândalo e mais uma revolta nos homens de bem. Agora a onda é de intimidação, por parte dos diretores que tomaram conta do galinheiro e sabem demais. De certa forma, todos os deputados devem algum favor para estes diretores que comandam o Senado e certamente com a conivência de seus superiores. Até Simon, Buarque, Suplicy, e poucos outros mais, chamados de paradigmas da moralidades, estão sendo ameaçados.
Quando isto vai parar?O presidente Lula que exigiu respeito ao passado e biografia de Sarney, agora diz que a crise é do parlamento e sugere uma reforma política. Agora, presidente? Por que não antes, nosso guia?
Reforma política, nesta altura da desmoralização, só mesmo com uma Constituinte exclusiva, para legislar sobre regras políticas. Claro que os atuais parlamentares não devem participar em sua elaboração, para evitar corporativismo e casuísmos que sempre foram a sua especialidade.
Que vergonha! Que nojo! Que asco!
Onde estão nossos estudantes e nossos jovens ? Onde estão os homens de bem?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Encruzilhada da CPI Municipal


O tempo se exaure para a coleta de dados e informações na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada no Legislativo para apurar o desvio de recursos públicos das operações bancárias da prefeitura. Por enquanto, tudo recai sobre a responsabilidade da funcionária, que está respondendo a processo administrativo, e também com a correspondente ação de responsabilidade proposta pelo Ministério Público da cidade. A expectativa é se o vereador Albino Pértile vai mesmo deixar a CPI. Informações de gente ligada ao seu partido dão conta de que ele não deseja abdicar de sua responsabilidade de continuar investigando e auxiliando os outros dois membros da Comissão. Já há rumores de que lideranças do PP, que tem no vereador Lencaster Foresti o representante na CPI, entendem que se Pértile não se afastar, o PP poderá pedir para sair das investigações. Teremos desdobramentos nas próximas horas neste particular.
Fontes dignas de crédito apontam uma possibilidade: a de que a profissional contratada para fazer perícia dos documentos que estão em poder da Comissão de Inquérito e também junto à prefeitura, também decline da incumbência.
Certo mesmo é uma montanha de documentos e extratos bancários que ocupam uma sala da prefeitura, e outro tanto de documentos já enviado para o Ministério Público para instruir o processo.
Desde os primeiros movimentos da CPI no Legislativo, percebi que, no final, será complicado fazer a redação do documento para encerrar esta primeira iniciativa da Câmara em sua história, que poderá ser frustrante. Até nem por falta de vontade, mas, principalmente, por ser complicada demais e documentos e provas de menos.
Chega-se a conclusão de que nunca deveria ter sido instalada. Mas o objetivo era outro. Terminará em nada.
Só na Justiça o resultado deverá aparecer. E com as possibilidades de incidentes processuais e inúmeros graus de recursos jurídicos, a resposta fica para um horizonte que ninguém sabe determinar.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Está na ata

No texto anterior fiz uma observação e manifestei meu ponto de vista sobre a votação de matéria na última sessão do Legislativo. Faltou dizer que o que foi realmente aprovado com o projeto 53 foi a transformação de área rural em urbana nas proximidades da perimetral, e não a doação de terra para o empresário. Logo, certamente, os vereadores não sabiam o que estavam votando. Depois da matéria votada, o presidente da Casa, Enio Romani, informou sobre o conteúdo. Dá pra acreditar numa história dessa? Por que razão os vereadores Pertile e Sebben se abstiveram de votar? Fica claro, a meu juízo, que, além de não saber o que estavam votando, não foi ouvido o experimentado De Conto. Se alguém tem duvida, isto tudo está na ata da última sessão do Legislativo.