sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Subsídios para os livros!


Aconteceu um fato extremamente agradável durante o Espaço Plural da Vang na manhã de sexta-feira. Recebi duas senhoras com dois pacotes de presente, para homenagear a mim e ao Márcio que conduzimos o programa ao vivo das 8 às 11 horas todas as manhãs. Para surpresa, eram livros. A Raquel e a Cleonice disseram que estavam no programa em nome dos operários da construção Civil, Juliano Portella e Rodrigo Poloni, que do alto da construção que atuam, não dispensam nenhum dia a programação de jornalismo. Como foi gratificante! É que no dia anterior, expressei meu desejo, na data do livro, de um dia poder colocar a disposição da sociedade um biblioteca, unindo os do meu acervo que é modesto mas conquistado com sacrifício, e de outros que por ventura arrecadasse dos ouvintes. Pensava fazer isto no futuro, e vejo que tenho que iniciar logo, pela resposta que certamente o público dará em favor da causa, em favor da cultura.
Entendo que é fundamental para a pessoa escrever ou se comunicar, o exercício permanente da leitura. Qualquer que seja a leitura. Não há desculpa de falta de tempo. Pode-se ler com naturalidade até no banheiro. Tempo é questão de prioridade, e para a leitura deve ser a primeira necessidade de qualquer indivíduo que quer estar informado da vida e do mundo e, com isto se articular bem.
Resolvi escrever neste feriadão sobre este tema, pois fico feliz e ao mesmo tempo chateado de ver a feira do Livro em Porto Alegre com profusão de títulos e estar um pouco distante fisicamente. Juro que na próxima semana dou uma escapada para Porto Alegre, com a desculpa de outros compromissos, e sem dúvida invadir a Praça da Alfândega, me deliciando com tantas publicações que estarão à disposição dos amantes da leitura.
Medida urgente, é subsídios para facilitar a aquisição de livros, e as pessoas disporem de mais chances de alimentar e viajar no pensamento folhando tantas novidades que o mundo livreiro oferece para apreciadores desta paixão.
Em tempo: Maravilhosa esta iniciativa da 13ª edição da Jornada da Literatura de Passo Fundo. Fecho a semana e o mês feliz por estar vivendo e inserido na cidade de Passo Fundo, capital Brasileira da literatura. Com inveja de Porto Alegre com os livros invadindo a praça.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Favor dispensar a cesta!


Ironicamente, o dia de hoje apresentou um fato interessante na cidade. Enquanto mais um acidente de trânsito acontecia na entrada norte da cidade, mais precisamente em frente ao portão do Parque dos Motoristas, aqui se realizava mais uma das tantas reuniões-almoços com mensageiros do Daer.
Na pagina eletrônica da Vang aqui ao lado, estão as fotos deste acontecimento, tipo engavetamento. Aconteceu na hora do rush, quando se verificava um trânsito lento nesta estrada que sonha por se chamar rodovia.
Desta vez, o almoço foi anunciado como assinatura do compromisso de iniciar as obras.
Agora passamos ao período de esperar as máquinas roncar para terceiras-pistas já que a duplicação é conversa para outras reuniões no futuro.
Sugerimos para o prefeito na manhã de hoje no Espaço Plural, que se era intenção deveria pelo menos dispensar de dar aos visitantes as tradicionais cestas de nossos produtos, pois pelo andar lento das ações não devem ter apreciado os nossos produtos regionais. Ou então gostaram demais!
Quem sabe a gente, se concluída as melhorias em tempo, não convida o Daer para ser padrinho do Festival Nacional de Salame em 2010.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Parabéns, Luis Inácio !

A denúncia contra a Fundação José Sarney no Tribunal de Contas da União (TCU) caiu misteriosamente nas mãos do mais novo ministro da casa, José Múcio Monteiro, empossado nos últimos dias após indicação do presidente Lula. Até bem poucos dias Múcio era o Ministro para Assuntos Institucionais e maior defensor do não afastamento do presidente do Senado, justamente José Sarney. Ontem era o articulador político do planalto e hoje relata o processo que apura irregularidades na prestação de contas da fundação. Desde o dia 20 de outubro, quando assumiu o cargo, Múcio tornou-se o responsável pela investigação sobre “apropriação por parte da fundação José Sarney de recursos públicos proveniente de patrocínios da Petrobrás”. Há três meses, porém, o então ministro de Lula foi um dos mais ardorosos defensores para debelar a crise entre senadores petistas, que defendiam um pedido de licença do presidente do Senado, José Sarney (PMDB –AP), para que fossem apuradas irregularidades, entre elas, as da fundação.
Dá para acreditar que deste compadrio saia alguma coisa que possa pedir responsabilização dos envolvidos?
É por estas e outras tantas razões que urgentemente as vagas para a Suprema Corte Tribunal de Contas e outras instituições do país, sejam preenchidas por concurso e pelo histórico de carreira dentro dos quadros onde o profissional exerce função.
Fica o protesto e a espera de que o país crie vergonha e se de conta de quanto somos irresponsáveis de não gritar por outras posturas na terra do compadrio.
Dá para esperar isenção na relatório do senhor Múcio? Ah! Não dá mesmo.
Enquanto isso, certamente tanto Sarney quanto Múcio, estarão na Granja do Torto para festejar o aniversário de quem nomeia. Hoje a festa é do nosso presidente.
Parabéns, presidente Luis Inácio! A gastança que fique por nossa conta.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Arte de antecipar campanha!

Vem do Ministro da Suprema Corte, Gilmar Mendes, uma das frases mais verdadeiras da semana: “Nem o mais cândido dos ingênuos acredita que é fiscalização de obras”. Tem referência pelas constantes viagens do Presidente Lula e sua comitiva, incluindo sua candidata preferida, Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Com isso se recomenda uma fiscalização se o Governo não está na prática antecipando as eleições de 2010. Tem razão o Ministro do Supremo Tribunal Federal quando questiona que nestas visitas se está entregando brindes, havendo sorteios, festas e cantores e não pode ser uma forma de fiscalizar obras. O assunto está em debate por se tratar do uso de recursos públicos para estas constantes viagens pelo país.
Já para o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministro Carlos Aires Brito, entende natural que pré-candidatos ligados ao governo sejam beneficiados nas campanhas eleitorais e que é comum a antecipação de campanha em anos pré-eleitorais. É difícil segundo diz, separar ações do Governo da propaganda eleitoral. “É uma tentação muito forte para o político antecipar o processo eleitoral”, afirmou Ayres Brito.
Em todos os níveis de Governo na estrutura política do país, sempre existe esta possibilidade de maior exposição na mídia e nos atos onde o executivo participa. Se olharmos para o caso específico de Marau, não estamos exagerando que existe uma candidatura explícita e exposta com visibilidade nunca vista, mesmo que as eleições sejam em 2012. O caso que analisamos é a forma como o vice-Prefeito, Ivanir Roncatto participa de todos os atos internos e externos do governo. Prefeito, sempre está com seu vice em todos os atos, ou representa o prefeito até mesmo em casos onde o mesmo teria condições de estar participando. Ninguém precisa ser cientista ou analista político para perceber que é seu candidato preferido, deixando para o PMDB indicar seu vice.
Daí a se entender que o PDT que fez a maior convenção partidária no município, superando até o PP e PMDB, e com seus mais de 500 filiados, não pode abdicar do diálogo e se organizar internamente, para deixar de ser mero coadjuvante e participar como protagonista na renovação dos quadros administrativos desta cidade.
Quem assume o comando da executiva deve estender a mesa do entendimento e respeitar os números da convenção e a ala que arregimentou 117 votos. Foi um solene recado de que o diálogo precisa prosperar para solidificar um partido que dá demonstração que tem vida em seu seio e pode evoluir muito nos próximos meses. É só pensar que as democracias avançam quando houver respeito às minorias e com isso se aprimora a política e os partidos, principalmente. É preciso entender o recado da última convenção.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Superestimar não é o caminho

A realização da Expomarau 2009 dá um sinal muito claro de que tem características regionais. Empresas de fora aproveitaram bem o mote e fizeram bons negócios. Cerca de 40% dos expositores eram de fora do município. Serve de primeiro sinal sobre o futuro, com um lado positivo. Mas há inquietação sobre empresas importantes da cidade que estiveram ausentes. É necessário diagnosticar os reais motivos: se retração econômica ou possível descontentamento.
O tempo se constituiu num aliado, com pouca instabilidade e foi importante para levar expressiva quantidade de gente para os diferentes estandes. Agora, não se pode brincar com a inteligência do povo, com números jogados e que ferem a lógica mais elementar. Nos quatro dias de feira, jamais um público de 120 mil pessoas passou pelo local. Esta extrapolação de números, para nós tem um único fito e endereço: cativar patrocinadores e apoiadores do Estado ou do País. Marau é muito mais importante e inteligente do que alquimias e maquiagem para levar vantagem em eventos futuros. Mais recomendável é estimular acertos que foram expressivos e corrigir outros tantos que os organizadores apresentarão no inventário final.
O Poder Público também deve repensar a forma de participar da organização futura, para evitar que alguns abusos bem localizados continuem acontecendo. Com vivo interesse a sociedade aguarda pelos números oficiais para saber no final o resultado financeiro. O que não pode é recair para os cofres públicos, como costumeiro, despesas que não lhe compete.
Nós do Jornal de Marau com 25 anos de vivência e com tantas exposições desta grandeza e a Vang FM e seus 20 anos de jornalismo vigilante, não concordamos com arranjos e falsas afirmações. Mais lógico é admitir que a metade do que se anuncia era o público, e em nada desmerece uma grande exposição. Para evitar este confronto de informações, mais correto é colocação de aparelhos especiais que possam aferir a verdade e com isto ter dados para oferecer infraestrutura futura em eventos de nosso calendário.
Também não concordamos com abusos do patrimônio público para eventos particulares. Achamos que há um palco e terreno adequado para apresentações artísticas e culturais e não se justifica massacrar um campo de jogo, onde com dificuldade burocrática crianças estão muitas vezes impedidas de praticar atividade esportiva.
Resta no final, saber se a feira deu resultado positivo. Mas há sinalização para prejuízos financeiros, abstraindo as doações que beiram 100 mil reais por parte do município.
Ficamos no aguardo para conferir números e dados oficiais. A sociedade merece e agradece.